segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Agendei o nascimento de Elis para o dia 15 de agosto! Primeiro por pela data 15; minha mãe é 15 de maio, eu 15 de abril e imaginei, ela, 15 de agosto. Segundo por ser o dia da Assunção de Nossa Senhora aos céus ("A Imaculada Mãe de Deus, a sempre Virgem Maria, terminado o curso da vida terrestre foi assunta em corpo e alma à glória celestial.")! Já no primeiro dia de agosto deixei de trabalhar entrando com atestado, mas quem disse que parei? Ai é que tinham coisas para resolverem, arrumar... e como cansa aquela barriga enorme... até respirar estava difícil! Elis mexia muito, tinham momentos da barriga ficar em forma de bastão... rsrs. No dia 13 fui no centro da cidade resolver as últimas coisas antes do parto, andava mal, cansava rápido, barriga baixa, mas nesse dia andei demais, subi ladeira... a noite tive uma resposta dela... primeiras contrações... morri de medo... sozinha... decidi aguentar até a manhã para falar com alguém.
Passei a noite na janela, mas felizmente as contrações tinham um bom espaço de tempo. Pela manhã comuniquei a minha mãe, telefonei para a médica e fui fazer minhas unhas... rsrs
Fui ao hospital achando que iria retornar pra casa, não sentia dores para parir, entretanto o médico (um bicho papão pra mim) queria fazer meu parto e de forma natural! Ai que foi medo..., mas resolvi esperar minha médica e as 17:14 do dia 14 de agosto nascia meu tesouro!( Por sinal uma data especial para mim!). Colocaram ela sobre mim e na hora parou de chorar... e eu comecei... rsrs, beijei a cabecinha dela, chamei de minha filha e foram dar o banho dela!
Fiquei em uma sala esperando passar o efeito da anestesia para só assim poder ir pro quarto ficar com minha bebê, nisso senti que não estava legal, tudo rodando... escurecendo, até que passou uma funcionária e pedi para aferir minha pressão. Estava muito baixa, se não engano 8 por 4. Chamaram o médico plantonista e fizeram umas massagens, disseram que era descompressão do útero. A verdade é que tive medo, medo de ir embora sem estar com minha filha.
O hospital errou em não comunicar nada aos meus familiares, nem telefonaram para minha médica, mas o importante é que depois de umas três massagens e perda de muito sangue, voltei a sentir minhas pernas e quase meia noite encontrei minha filha no quarto!
Agora começava uma nova etapa importante pra mim e que testou demais minha paciência e meu instinto materno... a amamentação... ô menina gulosa!!!